Viagem ao topo do mundo

Vou ao encontro do sol. Por entre nuvens macias, quero abraçar forte as estrelas e caminhar devagarzinho sobre a lua. Quero tocar cada asteróide e conversar um pouco com Deus. Agradecer e reclamar. Mais reclamar do que agradecer… é tanta insatisfação.
De repente, uma queda. Percebo que não há nuvem nem estrela. Nada mais que fumaça de cigarro soprada ao meu rosto. Ainda meio torpe, percebi que uma dor terrível apoderava-se da minha cabeça. Realmente, passei do limite. Aquela garrafa de Chivas não me deixava mentir. Ao meu redor, rostos estranhos sorrindo pra mim… Espera, não são tão estranhos. Ali está meu irmão, rindo para mim. Ou será que está rindo de mim? Ao fundo, uma música que conheço mas não reconheço… eu a escuto quase diariamente, mas qual é mesmo o nome dela?
Decepcionado, percebo que tudo não passou de um sonho. Sonho de um bêbado saudosista… Pelo menos, nos meus sonhos vejo um lugar melhor e tenho uma ponta de esperança. Tomara que eu consiga transportá-la para este mundo, tão bonito quanto aquele em que viajei. O que estraga são as pessoas.
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