Altos e baixos da minha relação [Final]

[Essa é a continuação, se você ainda não leu os anteriores, basta deslizar o texto até chegar ao objetivo]

Na segunda-feira, quando tinha acabado de chegar do trabalho, o telefone toca.

– Gui, é a Patrícia. Tudo bem?

– Acho que sim, e você?

– Tô me sentindo melhor. Queria saber se a gente podia jantar hoje.

E eu não queria ir… mas…

– Ah, estou tão cansado, cara…

– Por favor…

– Onde?

– Pode ser aqui em casa mesmo…

– Na sua casa? Ahn? Você tá doida? Acha que sou idiota?

– Claro que não… Você prefere um lugar melhor?

– Ah… que seja na sua casa então. Que horas?

– Umas nove e meia tá bom?

– Você ainda mora naquele prédio em Botafogo?

– Moro sim.

– Ok, vou levar um vinho que estava guardado…

Quando cheguei lá, me deu um medo… um medo tão grande tocar o interfone. Medo! De cometer o mesmo erro… mas toquei. E ela me pediu pra subir. Apartamento 602. Há quanto tempo eu não pisava lá…

– Ah Gui… tô tão mais tranqüila que você tenha vindo?

– É, eu costumo honrar compromissos.

– Entra, bobo.

E aquele apartamento parecia tão maior! Ela era meio cafona na decoração, muito vermelho. Mas agora o sofá é branco. Acho que ela andou lendo algumas revistas de decoração…

E o cheiro do jantar era tão delicioso. Que fome. Que água na boca. Tinha me esquecido como ela cozinhava tão bem. Que uma simples macarronada ficava tão gostosa com aquele molho…

– Abre o vinho pra mim, Gui?

– Claro.

Aquela hora eu já estava me sentindo tão bem… Nem percebi que o vinho respingou na toalha enquanto tentava abrir. Ela só riu.

– Está muito gostoso esse macarrão, Patrícia.

– Fiz com carinho…

E eu pensei… Que cafona! O que estou fazendo aqui?
Então terminamos de jantar. Pegamos o vinho, eu as taças e ela a garrafa e sentamos no sofá.

– Você tá tão cheiroso…

– Ah é o 212.

E ela tirou a taça da minha mão, colocou sobre a mesa de centro. E deu-me um beijo no pescoço. E eu comecei a retribuir. Devagar, ela foi desabotoando minha camisa… eu tirei a dela…

– Vamos pro quarto?

– Vamos.

E lá continuamos. Foram tantos carinhos… E uma comunhão de sentimentos tão grande. Eu novamente me sentia tão apaixonado por aquela mulher… E sentia tanto que estava sendo correspondido… Antes mesmo de gozar… eu já a havia perdoado.
Hoje, estamos namorando de novo. Ela está morando aqui em casa, alugou o apartamento. Estamos pensando em nos casar.

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