Intuição [Segunda Parte]

[Se você não leu a primeira parte, clique aqui]

Passaram-se uns três dias, e às 7 horas da manhã de um sábado, o telefone toca. Quase sem conseguir me mexer de tanto sono, viro pro lado e coloco sobre meu ouvido, ainda deitado:

– Vamos sair?
– Quem tá falando?
– Ah, vamos sair… como nos velhos tempos…
– Porra Camila, vai dormir.
– Grosso! Vou passar aí às 20:30.
– Tá, agora deixa eu dormir.

Quando levantei, meia hora depois, estava muito feliz em ouvir aquela voz de novo. É uma experiência ótima ver os amigos darem a volta por cima.

Às 18:30, liguei para ela confirmando, marcamos na Taberna do Juca, nós sempre íamos lá antes dela conhecer o Leonardo. Fica na Mem de Sá, pertinho do Circo Voador. Pontualmente, ela passou lá em casa, e depois de um longo abraço, com direito a algumas lágrimas contidas, chamamos o táxi, afinal, era dia de beber.

Chegando ao local escolhido, dei graças a Deus por ter chegado àquela hora, pois ainda estava relativamente vazio e tínhamos mesas livres para escolher. Sentamos ao fundo e, depois de de alguns minutos conversando, reparei que ela discretamente trocava olhares com um cara – acompanhado – em outra mesa. Achei aquilo o cúmulo. E se ela fosse minha namorada? E aquela não era a namorada do cara? Foi quando percebi que era um ex-colega meu de faculdade. Ele estava com um bigode ridículo, o que o tornava quase irreconhecível, ainda mais combinado ao efeito do álcool que eu já começava a perceber. De longe, Fabrício reconheceu-me e veio cumprimenta-nos à mesa. Apresentei Camila a ele e enxerguei dois sorrisos cheios de segundas intenções. Marina, sua acompanhante, era prima sua gaúcha, que visitava o Rio pela primeira vez. Linda, por sinal. Juntamos os 4 na mesma mesa e trocamos de cadeira, de modo que houve uma “troca de casais”. Enquanto a intimidade crescia entre os casais, o tempo passava tão rápido e, quando olhei em volta, já estava tudo tão cheio e barulhento que resolvemos sair dali. Quando Fabrício fez sinal para o táxi, orientei que fosse só ele e Camila. Não sei por que, mas fiquei um pouco preocupado com Camila, como se alguma coisa de ruim fosse acontecer. Aqueles maus pressentimentos que não deveríamos deixar de dar ouvidos. Porém Marina era irresistível. Eu estava literalmente hipnotizado por aquele sorriso. Quando ela me convidou para ir ao seu quarto de hotel, eu nem pestanejei…

[Continua…]
Se você perdeu a primeira parte, clique aqui.

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