Intuição [Terceira Parte]

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Quando chegamos ao saguão do hotel, eu estava convencido de que seria uma noite e tanto. Meu celular toca: Camila.

– Acho que ele morreu!
– Quê? Quem?
– Eu acho que ele morreu… o Fabrício!
– Ahn? Onde você está?
– No corredor de entrada do meu apartamento.
– Estou indo praí.

Puxei Marina pelo braço e pedi ao motorista do taxi que nos levasse até a av. N. Srª de Copacabana, onde mora Camila. Chegando ao seu andar, ela estava sentada no patamar da escada, aos prantos, e Fabrício deitado no chão, com um corte profundo na testa. Meu coração disparou. Parecia uma cena de homicídio. Chequei sua respiração e por sorte ele estava apenas inconsciente.

– O que aconteceu aqui? – perguntei.
– Ele… ele insistiu em me acompanhar… e você sabe, depois do Leo… eu não trouxe mais ninguém aqui. Eu não estava preparada…
– O que ele fez?
– Ele me deu um beijo e eu afastei. Apenas agradeci pela companhia e pedi que ele fosse embora, que já era tarde. Depois ele tentou me agarrar, segurou meu braço com muita força, ele estava me machucando muito. Acho que ele perdeu o controle… Então eu consegui soltar o braço e, quando ele veio de novo, eu empurrei ele. Não sei como, ele tropeçou e bateu com a cabeça na maçaneta da porta. Eu fiquei com muito medo e liguei pra você.
– Vou chamar a polícia.
– Espera! Não faz isso! – Marina, até então sem dizer nada, interveio.
– Olha, ele está acordando…

[Continua…]

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