Placebo

Pouco importa aos outros
a que horas abro meus olhos
Se pela manhã meu dia não nasce
começo a sonhar um pouco tarde
mas é a noite que sinto o olho arder

Deitado em divã ou que mais isso for
feito de acordes, letras, levadas
esqueço os pecados, dou voz a dor
tomando meu placebo de poesia musical

Pois é ao poeta que imploro perdão
pedindo conselho, mandando recado
cantando baixinho, ouço o coração
Não sei se o que fiz foi ter amado
eu sei que eu tenho tentado
mas os olhos marejam a cada refrão

Deitado em divã de sangue ou flor
as notas, melancolia, batucadas
o mundo se enche de som, perfume e cor
tomando meu placebo de poesia musical

Nada importa aos outros
a que horas desperto dos sonhos
mesmo quando na manhã o sol nasce
e dê adeus ao fim da tarde
a noite conhece meu verdadeiro ser

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5 pensamentos sobre “Placebo

  1. Se o mundo vacila eis que estamos nós a acudi-lo. Se já é tarde demais para pensar roguemos sentido ao dono de todos os donos… ao pensar poeta adormecido em nós! Abs meu caro.

  2. Não sei bem o que vc quis dizer seu seu poema… mas sabe que eu pensei assim : pode acontecer uma porção de coisas fora…o que realmente recupera é o dentro.Então a gente fica ai, abusando de placebos (musicas, sons, cores, companhias)..Beijos'.

  3. Cara, acho que seu poema foi a primeira coisa que me fez entender o que uma professora disse lá no início da faculdade… pouco importa o que o autor queria dizer e sim o que cada um entendeu daquilo que ele disse…eu fiz uma senhora viagem com os escritos ali em cima…

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