o lápis e a caneta

A caneta borra e o lápis se apaga. Escrever a lápis é um exercício onírico:  como se pudesse apagar os erros que a tinta não permite. Lápis é sonho, desliza macio; caneta é realidade, fixa e fere.

Se você prende a respiração, quase pode ouvir o grafite riscando o papel. O maldito do coração, egoísta, é que não deixa, não para de incomodar por um segundo com esses compassos ensurdecedores.

A caneta sangra; o lápis acaricia. Sonhe como quiser, mas assine à caneta.

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