amor social

Não me dê flores
a não ser as de plástico
sobre meu corpo
não consume seu coito
seu sorriso frequente
é um desperdício.

Não me dê rosas
muito menos as vermelhas
guarde bem a saudade
e o que der na telha
seu amor me deixa
à beira do precipício

Então me atire pedras!
pois sou só vaidade
sou manso e faceiro
sou indigno, poeta
amor em cativeiro
inseguro e babaca
sou a mão no vespeiro

veja bem, essa tal modernidade
se a última moda é curtir, compartilhar
perdoe meu ego grande
de prender o que sinto
num só lugar.

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